TECNOLOGIA de PONTA
Tecnologia de ponta criada no Brasil busca investidores
Uma
série de protótipos desenvolvidos pelo RFID CoE, em Sorocaba (SP), está
pronta para se tornar produto de classe mundial a ser vendido no
mercadoPor Edson Perin
10 de agosto de 2012 - Antenas, leitores, tags, software e
serviços. Em síntese, estes são elementos que transformariam um projeto
teórico de RFID em uma solução aplicável na prática. Esta tecnologia
toda está sendo desenvolvida por diversos cientistas e especialistas de
várias partes do mundo, inclusive do Brasil. Já publicamos no RFID Journal Brasil
e também na versão internacional deste veículo diversas iniciativas
brasileiras dedicadas ao desenvolvimento da tecnologia de identificação
por radiofrequência (leia, por exemplo, Chip RFID brasileiro tem potencial para ser exportado).
No RFID CoE (Center of Excellence),
em Sorocaba (SP), a tecnologia RFID cresce um pouquinho mais a cada dia
graças às mentes de especialistas de alto nível, que estão
desenvolvendo protótipos de produtos de classe mundial. Um destes
profissionais é Manoel Barbin, engenheiro sênior especializado em
eletromagnetismo aplicado e antenas, responsável por uma parte das
soluções avançadas que saem do RFID CoE, como – por exemplo – a que é
utilizada pela HP Brasil para controlar sua fábrica de cartuchos e
impressoras, e mesmo para operar a logística reversa destes produtos em
um projeto batizado de SmartWaste (ou, em português, “lixo
inteligente”), premiado internacionalmente (leia mais em Extraindo novo valor de impressoras antigas).
Barbin, nome de guerra utilizado por seus colegas e amigos, tem
verdadeira paixão pelo seu trabalho e já desenvolveu soluções com muita
criatividade, mas sempre baseadas em um profundo conhecimento técnico.
“Os engenheiros de hoje acham que vão aprender tudo em poucos meses, mas
são necessários anos para um profissional entender os desafios da RF
(radiofrequência) e encontrar as saídas para os problemas”, explica.
Entre um cigarro e outro, na ampla e prazerosa conversa que tivemos
nesta quinta-feira, 9 de agosto de 2012 no RFID CoE, em Sorocaba, Barbin
comparou o mercado de RFID do Brasil a um jogo de quebra-cabeças no
qual uma peça específica ainda não está ocupando o lugar que se espera.
“Precisamos de engenheiros de produtos para transformar e colocar no
mercado os protótipos que estamos desenvolvendo no laboratório”,
afirmou, acrescentando que já há soluções desenvolvidas no RFID CoE com
preços competitivos em relação às disponíveis comercialmente no mercado.
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